Dubai - O médico italiano Severino Antinori, um dos dois cientistas que no ano passado anunciaram que pretendiam criar um clone humano, declarou, numa conferência realizada nos Emirados Árabes Unidos, que uma mulher já está grávida de um embrião clonado. Conforme trechos da fala de Antinori reproduzidos pela agência de notícias Gulf News (GN), a gravidez seria de oito semanas. A notícia, divulgada primeiro pela GN, foi reproduzida pelo semanário britânico NewScientist. 'Nossa pesquisa está num estágio muito avançado', disse Antinori, segundo a agência árabe. O cientista não revela em que país vive a mulher. Experiências com clonagem humana são ilegais em diversos países. 'Temos 5 mil casais no projeto', teria dito.
Segundo a NewScientist, tanto a assessoria de Antinori, em Roma, quanto
a de seu parceiro americano, Panos Zavos, em Kentucky, nos EUA, se recusaram
a comentar as supostas declarações feitas por Antinori nos
Emirados Árabes Unidos. Segundo um cientista entrevistado pela revista
britânica, Richard Gardner, uma gravidez humana de um embrião
clonado seria 'de uma irresponsabilidade crassa', não somente pelas
questões éticas suscitadas, mas também pelos riscos
impostos à mãe e ao bebê. Rudolf Jaenisch, outro especialista
entrevistado pela revista, disse que as experiências com seres humanos
ignoram os resultados obtidos, até agora, com a clonagem de outros
mamíferos. 'Os clones que têm sorte morrem cedo', afirmou.
'E os sobreviventes têm deformidades que só aparecem mais
tarde.'