CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 24 DE AGOSTO DE 2002

Começa a floração da lavoura gaúcha de trigo




As lavouras gaúchas de trigo do Estado estão começando a entrar em fase de floração. A análise consta do levantamento semanal da Emater/RS sobre a situação das culturas e criações no Estado. Segundo o relatório, enquanto 80% da área cultivada na região Celeiro encontra-se na fase de emborrachamento, 15% em florescimento e igual percentual em espigamento. Também destaca positivamente o estado fitossanitário e o stand das plantas. Apesar da alta umidade nas regiões produtoras, o estado fitossanitário para o plantio de cevada na região também é bom.

Na região da Depressão Central, seguem as ações de preparo da lavoura orizícola, com produtores promovendo a limpeza dos canais de irrigação e práticas de drenagem. Nas regiões produtoras de arroz, a comercialização segue em ritmo lento, aguardando melhores preços, que variam de R$ 17,30 e R$ 19,50. Quanto ao milho, os preços pagos oscilam entre R$ 13,50 a R$ 17,00 o saco de 60 quilos, mas os agricultores esperam cotação de R$ 18,00 a R$ 20,00. O preço do saco da soja teve variação positiva próxima a 12% na última semana, variando de R$ 30,00 a R$ 37,00 o saco.

Na região de Ijuí, em função da grande luminosidade, a semana resultou propícia para a atividade. Em determinados casos, o excesso de chuvas têm prejudicado a formação de canteiros. A produção, no entanto, encontra-se em alta. Em Santa Cruz e em Venâncio Aires, as altas precipitações prejudicaram a produção, provocando redução na oferta em feiras e supermercados. Na Serra gaúcha, as semeaduras de cebola estão em final de transplante, apresentando bom estado fitossanitário, com as condições climáticas favoráveis. Da mesma forma que o bulbo, o alho está 100% plantado, com as lavouras em bom estado.

Apesar de não tão intensas no período de 12 e 19 de agosto, as chuvas seguem dificultando o aproveitamento das pastagens cultivadas, principalmente na Campanha e na Depressão Central. O solo permanece encharcado e os dias com pouca luminosidade. Assim, as forrageiras de inverno, principalmente a aveia e o azevém, continuam em más condições de aproveitamento.



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