Nas negociações da reforma tributária com
o governo, o PFL manteve-se dividido. Enquanto o líder, José
Carlos Aleluia (BA) mantinha a postura intransigente contra a reforma,
o vice-líder e também baiano Antônio Carlos Magalhães
tentava costurar um acordo com o governo para preservar os incentivos fiscais
concedidos pelos estados e executados até 30 de abril deste ano.
O objetivo seria o de preservar a cobrança do ICMS na origem, dos
produtos beneficiados pelos incentivos.
Este acordo, que não foi fechado até o final da
noite de ontem, beneficiaria todos os estados que concederam incentivos
para a instalação de empresas como Bahia, Ceará, Minas
Gerais, Paraná, Goiás, Amazonas e Rio Grande do Sul, entre
outros. Segundo o deputado ACM Neto, se o acordo não for fechado,
a Bahia terá prejuízo anual de R$ 760 milhões.