CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 17 DE SETEMBRO DE 2003

Grêmio tenta pagar os funcionários
Clube continua enfrentando uma séria crise financeira. Jurídico prossegue atuando no caso Grafite




Passados os festejos do centenário, o Grêmio se volta novamente ao Brasileirão e ao enfrentamento da séria crise financeira que atinge o clube. Além de estar com três meses de atraso nos contratos de imagem dos principais jogadores do elenco - Christian, Danrlei, Roger, Ânderson Lima, Claudiomiro, Tinga e Gavião -, o clube também encontra problemas para quitar os salários de seus funcionários, este um caso mais dramático, pois trata-se de profissionais que ganham infinitamente menos que os jogadores de futebol.

Os funcionários do Grêmio que recebem até R$ 1 mil esperam receber seus vencimentos relativos a agosto nesta sexta-feira. Já aqueles profissionais do clube que contam com salários acima de R$ 2,5 mil, ainda não têm uma data certa para que os seus pagamentos sejam efetivados.

Para amenizar a crise, até o fim do ano, a direção do Tricolor espera contar com um aporte de 1 milhão de euros em seu caixa, valor relativo ao pagamento do Barcelona por Ronaldinho.

Ainda fora de campo, o Grêmio segue com grandes chances de obter no STJD os três pontos perdidos na derrota para o Goiás. Conforme o CP antecipou na edição de 23 de agosto, o STJD poderá acatar a tese do Grêmio de que Grafite voltou ao Brasil - num novo empréstimo do Anyang da Coréia do Sul ao Goiás - e teria sido inscrito no Campeonato Brasileiro sem o certificado internacional de liberação, o que é irregular.



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