| CORREIO DO POVO | |||||
| PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 11 DE SETEMBRO DE 2008 | |||||
| Carroças saem até 2016. Os carroceiros reclamam | |||||
| Diário Oficial do Município publica hoje a legislação que foi sancionada | |||||
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A lei que prevê a redução gradual das carroças em Porto Alegre foi sancionada ontem pelo prefeito em exercício, Eliseu Santos. A legislação, de autoria do vereador Sebastião Melo, será publicada hoje no Diário Oficial do município, mas já é recebida com indignação por parte dos carroceiros da Capital. Já representantes de organizações protetoras dos animais divergem: enquanto o Movimento Porto Alegre Melhor comemora a iniciativa, o Movimento Chicote Nunca Mais classifica a medida como 'eleitoreira'.
A lei estabelece a proibição definitiva da circulação de carroças em Porto Alegre num período de oito anos. O presidente da Associação dos Carroceiros da Grande Porto Alegre, Teófilo Rodrigues, disse que a medida causou estranheza. 'A prefeitura assina a lei de portas fechadas, não nos chama para conversar. Foi tudo em silêncio', reclamou. Ele afirmou que irá consultar a categoria para mobilizações contrárias à legislação. Segundo o dirigente, o projeto vai aumentar o número de desempregados e de moradores de rua. 'Está havendo um descaso com a categoria. Não tem projeto para filho de carroceiro', reclamou Rodrigues. Já Helena Dutra, do Movimento Porto Alegre Melhor, observou que a medida é uma vitória, apesar de considerar oito anos muito tempo para a 'alforria' dos cavalos. 'O cavalo vai parar de ser torturado. Só que cada dia é um tormento para o animal. Contudo, é uma luz no fim do túnel, pois a situação de escravidão continua a cada dia que passa', acrescentou. De acordo com a dirigente, é preciso que o trabalhador seja cadastrado e realocado. 'São necessárias medidas efetivas, já que a lei prevê haver transposição dos carroceiros para os galpões de reciclagem, o que deverá ser viabilizado o quanto antes', acrescentou Helena Dutra. |
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