| CORREIO DO POVO | |||||
| PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 16 DE SETEMBRO DE 2008 | |||||
| Brigada quer menos policiais no futebol | |||||
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O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Paulo Mendes, quer diminuir o número de policiais militares atuando na segurança dos jogos de futebol na Capital. O caso do último sábado foi emblemático: um efetivo do Batalhão de Operações Especiais (BOE) teve de deixar o bairro Guajuviras, em Canoas, onde acabara de acontecer um tiroteio entre gangues rivais, para fazer o policiamento do jogo entre Grêmio e Goiás.
Segundo Mendes, fazem a segurança no interior dos estádios de 150 a 200 brigadianos. 'O Comando de Policiamento da Capital (CPC) vai ter que tomar uma atitude', ressaltou. 'Não podemos ficar todo o final de semana dando explicações de por que ocorreram 30 assassinatos, quando na verdade o nosso efetivo estava comprometido com a segurança nos estádios.' O coronel considera um absurdo colocar parte do efetivo na segurança no interior do estádio, enquanto a cidade fica à mercê de marginais, pois não pode contar com o policiamento ostensivo. 'Não queremos polemizar com os clubes, mas eles deveriam se agilizar e tomar as suas medidas de segurança.' O titular do CPC, coronel Jarbas Vanin, considera ideal 30 PMs atuando nos estádios, onde poderiam intervir se surgissem problemas. Vanin disse não entender o motivo de os clubes não se agilizarem para garantir a segurança. Para ele, a demanda é muito grande e é necessário repensar o efetivo deslocado, encontrando um número mais racional. 'Trinta é um número muito bom. Seria uma espécie de pelotão de pronto-atendimento, nos moldes do que já existe no Reino Unido e na Espanha.' |
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