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DIREITO DE TRANSMISSÃO

Há uma preocupação justa de nossa diretoria sobre a demora por parte da detentora dos direitos de transmissão da Copa das Confederações em confirmar nossa participação no evento. Vale ressaltar que a Rede Record comprou direito de várias competições. Com exclusividade. Como, por exemplo: Jogos de Inverno, Olimpíadas de Londres, Jogos Pan Americanos. Se não houver bom senso de um lado, ficará complicado cobrar bom senso do outro lado.

DUNGA

Passou a pressão. É sempre assim. Os resultados acabam sendo soberanos. Dunga sempre teve personalidade forte. É difícil para quem gosta de mandar em tudo admitir um revés. O treinador bateu de frente com a Globo. E suportou a avalanche de críticas. Muitas fabricadas. As coisas estão mudando. Neste domingo, contra o Equador, um empate amigo já serve. Depois, mata aqui contra o Peru.

INJUSTIÇAS

Muita gente tem cadeira perpétua no Beira-Rio. Fruto de relevantes serviços prestado ao Internacional. Ou, então, herdeiros destes. São, quem sabe, os maiores colorados. Um caso típico é o do presidente Asmuz. Foi perguntar como funcionava em jogo da Seleção e mandaram comprar ingresso. São injustiças praticadas todas as vezes que a Seleção vem pra cá.

R$ 400 MIL POR MÊS

Os dois argentinos custam para o Grêmio R$ 400 mil por mês. A informação vem de gente bem informada. Futebol é caro, mas tem que ter critérios. Espero que não tenha faltado na hora de contratar Maxi Lopez. Herrera, vá lá, era conhecido e acho que vai dar resposta. Tomara que me equivoque, mas, para justificar R$ 240 mil/mês, Maxi terá que apresentar muito. E, se possível, dar o título ao Grêmio. Pergunto agora que ainda é cedo: quem é o pai da criança?

ALEX MINEIRO

Este é outro que pelo que dizem ganha R$ 200 mil por mês. Ou seja, a folha do Grêmio de baratinho tem muito pouco. Mas este eu também levo livre. Sempre contribuiu por onde passou. Que por aqui também seja da mesma forma.

SELEÇÕES

Num momento em que se discute seleções de Grêmio e Inter de todos os tempos. Aí vai um apanhado feito pela Placar há um ano. Inter: Manga; Paulinho, Figueroa, Gamarra e Oreco; Salvador, Carpegiani e Falcão; Valdomiro, Fernandão e Tesourinha. Grêmio: Lara; Arce, Calvet, Aírton e Everaldo; Dinho, Ronaldinho e Gessi; Renato, Alcindo e Éder. Sempre sobra muita gente boa: Claudiomiro, Tarciso, Mário Sérgio (nos dois), Lula, André Catimba, Hugo De León... E por aí vai.

BRASIL DE PELOTAS

Brasil e Sapucaiense vão jogar a Segunda Divisão no ano que vem. Para o Xavante é mais fácil subir, pois tem uma torcida maravilhosa. Mas o Sapucaiense cresceu e não pode se entregar. Cheguei a escrever que com Danrlei o time da zona Sul não cairia. Engano meu. Danrlei não foi bem. Achei que fecharia o gol. Quem sabe não permanece na Segunda Divisão? Vai querer? Antes tem a Série C do Brasileiro.

SELEÇÃO

Não há mais ingressos para Brasil e Peru. O público não é o mesmo de outros jogos. Este é um espetáculo para famílias. A organização é perfeita. Tanto é verdade, que aqui quem trata de tudo é a própria federação. Não precisa de empresa terceirizada. E até na venda de ingressos houve inteligência. Chico Noveletto conseguiu administrá-los e vendê-los até o sábado. Que tudo ande bem também com a Seleção presente.

NARRADORES

Em quatro décadas que acompanho futebol elegi os melhores. Pra mim: Haroldo de Souza, Milton Jung, Mário Lima, Pedro Carneiro Pereira e Armindo Antônio Ranzolin. Sei que alguns vão ficar bicudos comigo. Tem outros ótimos na aldeia. Muitos, surgindo. Outros, se afirmando. Mas marca mesmo é difícil de construir. Alguns tentam na marra. Mas aí é feio. Tudo que é comprado não me agrada. Haroldo vai dar mais um show em Brasil e Peru, na Guaíba, é claro.

HISTÓRIAS DE VIDA

Fui fazer cobertura de um jogo do Juventude contra o Guarani de Campinas Série B do Brasileirão (a Guaíba sempre deu força para o Interior). Lá pelas tantas, começam a me xingar de gaúcho veado, etc. No meu lado estava o companheiro Sinval Paim, da rádio Caxias. Devolvi a gentileza dos torcedores e brinquei aos berros: 'Quem tem fama não sou eu'. Da arquibancada veio a resposta. Começaram a jogar tudo que tinham à mão. Só que não em mim e sim no Sinval. Até hoje ele não tinha entendido nada. Nós éramos muito parecidos, com corte de cabelo quase igual. Depois de provocar a torcida, me escondi atrás de um orelhão e o companheiro foi quem pagou o pato.

CP MEMÓRIA
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POR ONDE ANDA

Agnaldo Cordeiro Pereira. Bom centroavante. Se autodenomina como atacante participativo. Não foi bem no Grêmio, mas deixou dois títulos conquistados: Uma Copa Sul e um Gauchão. Elogia Celso Roth, seu técnico no Olímpico. É um homem realizado e feliz. Poderia estar jogando até agora. Parou aos 29 anos. Teve uma lesão patelar que abreviou a carreira. Diz ter ganho um bom dinheiro, mas espera juntar mais um pouco com, pelo menos, quatro ações que tem na Justiça contra clubes. Do Grêmio, recebeu somente no ano passado. Na carreira, atuou pelo Londrina, Anderlecht, da Bélgica, Portuguesa, Vitória, Corinthians, Grêmio, Fluminense, Bulgária, Coreia do Sul, Fortaleza, quando subiu, e encerrou no Brasiliense. Agnaldo é casado com dona Schirlei, pai de Cauan e Davi. Os centroavantes que destaca no futebol atual: Nilmar, Washington e Alex MIneiro. O ex-nove do Grêmio trabalha em Paranacity, na secretaria de Esportes, e tem uma escolinha de futebol com fins sociais e para promover atletas. Agnaldo fez curso de treinador e pretende um dia trabalhar no Rio Grande do Sul.



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