![]() LUCAS UEBEL / VIPCOMM / ESPECIAL / CP DAS PENAS Quero confessar, antes de mais nada, meu enorme constrangimento em ter que escrever sobre um assunto sobre o qual sou leigo e ignorante. Se cometo uma redundância, pois surge como óbvio que minha ignorância é resultado do meu desconhecimento, é tão somente para acentuar que vou entrar em matéria para doutos, desde já me desculpando pelos equívocos, tropeções, que certamente cometerei. Antes, quero convidá-lo a visitar o YouTub (www.youtube.com) ou acessar o Google (www.google.com.br) ou, na impossibilidade dos dois, reavivar sua memória, buscando ali os lances que originaram as expulsões de Diego Souza, do Palmeiras, ainda pelo Paulistão, e de D’Alessandro, do Inter, na final da Copa do Brasil. Em qualquer dos sites citados, o senhor ou a senhora conferem os lances repetidas vezes. Vamos ao lance de Diego Souza. O Palmeiras enfrentava o Santos pela semifinal do Paulistão. Diego Souza deu um empurrão no zagueiro Domingos, coisa de nada. O zagueiro encenou, jogou-se ao chão. Diego se abaixa, diz alguma coisa para Domingos e é contido pelos companheiros. A partir daí, arma um barraco daqueles. Sete ou oito jogadores, alguns inclusive do Santos, tentam controlar Diego, que, furioso, parece tentar consumar uma agressão. O rolo segue. E segue o rolo. Até que Marcão retira Diego do campo. Quando a confusão parece ter encerrado, Diego retorna ao campo para agredir Domingos com uma rasteira. Estamos diante de uma agressão consumada, flagrante. D’Alessandro arma um barraco, mas em momento algum agride William, do Corinthians. O jogador do Inter parece encenar uma luta de boxe contra o vento, saltita, chega a ser hilário, embora também seja verdade que teve que ser contido pelos companheiros. Ele não consuma a agressão, se é que esta era sua pretensão, e parece que não era, pois, quando teve oportunidade de fazê-lo, ficou soqueando o vento. D’Alessandro lembrou-me de uma frase feita: 'Me segura que eu bato'. Os nobres julgadores do Tribunal de Justiça Desportiva-SP suspenderam Diego Souza, que, repito, consumou a agressão a Domingos, por oito jogos, que serão cumpridos no Paulistão de 2010. Ontem, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva puniu o argentino com 60 dias de suspensão. Minha ignorância está no seguinte fato: Diego, que agrediu Domingos, pegou oito jogos; D’Alessandro, que não agrediu William, que não foi para os finalmentes, pegou 13. Sim, se forem mantidos os dois meses de punição, o meio-campista do Inter só retornará aos gramados no dia 20 de setembro e até lá o Inter terá jogado 13 vezes pelo Brasileiro. Minha ignorância permite perguntar: temos uma lei futebolística em São Paulo e outra no Rio de Janeiro? Vejam: não estou aqui defendendo D’Alessandro. Acho que deve ser punido por suposta tentativa de agressão. Estou tão somente questionando as sentenças. Como leigo, acho que pegaram pesado demais com D’Alessandro ou muito leve com Diego Souza. Como leigo, constrangidamente leigo. AINDA 'Que absurdo esta punição ao D’Alessandro. Na final do campeonato Paulista, houve confusão parecida, porém o jogador Diego Souza, depois de ter sido expulso, voltou a campo e agrediu o jogador Domingos. Se não me engano, o Diego Souza, pegou oito jogos de suspensão (a cumprir somente em 2010), onde esta o critério? Por que os jogadores que simularam uma lesão não foram nem indiciados, sendo que eles que provocaram toda a confusão... Eduardo L. Sanhudo.' O e-mail vai mais longe, critica a Justiça Desportiva e vê o favorecimento dos clubes do centro do país. O leitor tem direito a opinar. Vejam: não apenas este colunista viu dois pesos e duas medidas nos julgamentos, feitos em esferas diferentes. HILTOR@CORREIODOPOVO.COM.BR |