CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 6 DE JUNHO DE 2004

Células-tronco para enfartados




09CELULA.jpg Menna Barreto foi o primeiro paciente operado no RS


O avanço nas pesquisas e nos procedimentos relacionados às operações cardíacas permitiu que, passados 20 anos do primeiro transplante de coração no RS, as cirurgias de implante de células-tronco se tornem a mais avançada opção para parte dos pacientes. O implante de células-tronco, indicado principalmente para quem tem o músculo cardíaco afetado por enfartes, começou no Estado em 2003, no Instituto de Cardiologia. O responsável pela preparação das células da medula é o Centro de Pesquisas Genéticas da Ufrgs.

No Brasil, além do Cardiologia, apenas o Instituto do Coração de São Paulo, e o Procardio, no Rio de Janeiro, realizam o procedimento. Hoje, são sete pacientes operados no RS. O primeiro deles, o inspetor de tributos Gérson Menna Barreto, de 44 anos, fez o implante em outubro de 2003, após ter sofrido dois enfartes. Em fevereiro, voltou a trabalhar e agora pode realizar o sonho de pilotar sua motocicleta CB 400.

Segundo o cirurgião João Ricardo Sant'Anna, responsável pelo projeto no Instituto de Cardiologia, a resposta de Gérson foi muito boa. O implante, explica, consiste na utilização de células de alto poder de regeneração, retiradas da medula óssea do paciente, e colocadas no coração. 'Ao serem implantadas no órgão, elas se regeneram sobre a forma de vasos ou músculos cardíacos e passam a funcionar como células do próprio órgão', informa. Ressalta que a cirurgia está em avaliação e sua indicação pode ser ampliada.



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